sexta-feira, 11 de maio de 2012

PÁSCOA DA PARTILHA

PÁSCOA DA PARTILHA


MINI GRUPO II A
O costume de dar ovos de presentes na Páscoa é tão antigo que se perde no tempo. Os ovos de chocolate que foram feitos artesanalmente, pelas crianças, com a ajuda das professoras, transformaram a páscoa em mais uma oportunidade de diversão, confraternização, aprendizado e partilha.

E quem sabe o que é "Theobroma"? É o nome dado pelos gregos "ao alimento dos deuses", o chocolate. "Theobroma cacao" é o nome científico dessa gostosura chamada chocolate. Quem o batizou assim foi o botânico sueco Linneu, em 1753. Mas foi com os Maias e os Astecas que essa história toda começou. O chocolate era considerado sagrado por essas duas civilizações, tal como o ouro. Na Europa chegou por volta do século XVI, tornando rapidamente popular aquela mistura de sementes de cacau torradas e trituradas, depois juntada com água, mel e farinha. Vale lembrar que o chocolate foi consumido, em grande parte de sua história, apenas como uma bebida.Aliás,além de afrodisíaco,o chocolate já foi considerado um pecado,remédio,ora sagrado,ora alimento profano.Os astecas chegaram a usa-lo como moeda,tal o valor que o alimento possuía.

Chega o século XX,e os bombons e os ovos de Páscoa são criados,como mais uma forma de estabelecer de vez o consumo do chocolate no mundo inteiro.É tradicionalmente um presente recheado de significados.E não é só gostoso,como altamente nutritivo,um rico complemento e repositor de energia.

Para as crianças,o costume de presentear na Páscoa com ovos de Páscoa tornou -se uma festa irresitível.O sabor marcante e estimulante do chocolate,o carinho que a troca evoca,são momentos de respeito,partilha e afeição.

Mas e o coelho?

A  tradição do coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700.O coelhinho visitava as crianças,escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa.

Uma outra lenda conta que  uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus a seus filhos como presente de Páscoa.Quando as crianças descobriram o ninho,um grande coelho passou correndo.Espalhou-se então a história de que o coelho é que trouxe os ovos.A mais pura verdade,alguém duvida?

No antigo Egito,o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida.Alguns povos da Antiguidade o consideravam o símbolo da Lua.É possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.Mas o certo mesmo é que a origem do coelho na Páscoa está na fertilidade que os coelhos possuem.Geram grandes ninhadas!

No CEI as crianças ouviram a história "Que bicho será que botou o ovo?" e logo descobriram que...coelho não bota ovo.Após a história uma criança da sala fez o seguinte comentário: Coelhinho já nasce pronto, né!?               

Partilhamos  muito...

sonhos,
      histórias,
            atividades,
                 sorrisos,
                      abraços,
                         brincadeiras e
                             gostosuras.

                                               
                                                                               

QUE DELÍCIA !

Professoras Fabiana e Mayra.
                                                                                                           



quarta-feira, 2 de maio de 2012

PROJETO LITERÁRIO: CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS
Confesso que quando recebi a proposta da Agleide (Coordenadora Pedagógica) em assumir o Projeto Literário de contação de histórias,eu fiquei surpresa e com o pisca alerta ligado...que responsabilidade!
Aceitei,pois acredito que é através destes momentos especiais que aprendemos,mudamos e crescemos;e se nós soubéssemos o que o amanhã traria,não precisaríamos de nossos sonhos,esperanças e planos,não é mesmo? Mas o amanhã é uma pergunta sem resposta:o desafio está posto e estou enfrentando.
Esse projeto está sendo executado ,graças a cadeia formativa que tivemos no ano passado com a Agleide,que participou do Projeto Entorno e nos trouxe a ideia de fazermos a "leitura simultânea"para todas as crianças do CEI no mesmo dia e hora ( o CEI todo respirando literatura);e para tanto ela nos explicou a diferença entre a leitura e a contação de história.Você sabe?
Na leitura, o foco é o livro,e o professor deve ler fielmente o que está escrito,e deve se preocupar com a entonação de sua voz(fina,grossa,jovem,velha,etc).
Na contação, o foco é o material que o professor irá usar para contar uma história,pode ser fantoches,bonecos,um galho de árvore,uma bacia com água,etc...ou seja,tudo o que você possa imaginar!
É isso o que tenho feito todos os dias,proporcionando às crianças"lerem"o mundo com o coração e  a imaginação.
E de repente,eu me vi assim: pequena aprendiz com curiosidades,dúvidas,perspectivas,conflitos...enfim:estou diante de uma oportunidade de descobrir os limites de minha prática(ou não!).
A alegria que tenho constatado explode em risos,gestos,olhares brincalhões,carinhosos e agradecidos;e uma coisa bem legal e que me orgulho:sou uma referência de comportamento leitor,estou sempre acompanhada de um livro e as crianças querem saber qual a história da vez.
Estou no início das contações,e é natural que em algumas situações a euforia toma conta de algumas crianças,que desejam pegar o material( o que já combinamos que no final da história,todos podem pegar os personagens,mexer no cenário,etc).A experiência com os bebês já é outra:o olhar observador os paralisam diante da novidade; e com as crianças maiores também é diferente:elas vivenciam os fatos,tentando antecipá-los,geralmente controem e enriquecem ainda mais a contação interagindo comos personagens e comigo também.
É isso aí:estou vendo o encantamento nos olhos das crianças,o que me faz aqui agradecer também ao nosso grupo de professoras,que sempre me recebem de maneira carinhosa e com parceria.Obrigado meninas por fazerem parte deste sonho,e o sonho quando desejado em grupo torna-se realidade...acontece! A você Agleide,o meu muito obrigada também por fazer parte do sonho e de acreditar que eu seria capaz!
Fico pensando nesta questão do encantamento nos olhares de cada criança que ouve a contação e cheguei a uma conclusão:onde estariam guardados estes olhares?Alguns guardados numa caixa de ferramentas,e quando precisam usam para ver objetos,nome de ruas,assistir TV...veem por necessidade,é um olhar muito pobre eu diria;outros estão guardados na caixa de brinquedos(ou no caso da contação,no saquinho surpresa);estes olhos se transformaram em orgãos de prazer:brincam com o que veem,olham pelo prazer de olhar,(os olhos querem fazer amor com o mundo!).
Os olhos que moram na tal caixa de ferramentas são os olhos dos adultos.E os que moram na caixa de brinquedos,são os das crianças.Aprendi outra coisa durante as contações:para termos olhos brincalhões,é preciso ter as crianças como nossos professores,e para ensinar...brinque!
Professora Fátima Morales

segunda-feira, 16 de abril de 2012

LER, SONHAR E APRENDER

CARACTERIZAÇAO  DA SALA


A sala é composta de dezessete  crianças ,das quais oito são meninas e nove são meninos,trata -se de um grupo de crianças heterogêneas ,que vivem num ambiente rico em interações e que tem desenvolvido o hábito da leitura .
Eles acompanham a leitura com entusiasmo ,reconhecem o repertório de  contos de fadas ,acompanham oralmente passagens das histórias com apoio de imagens e narram histórias com apoio de imagens e narram histórias  com uso de fantoches ,manuseiam diversos tipos de livros ,desenvolvendo um comportamento leitor .As orientações curriculares trazem que esse comportamento é aprendido em especial nas rodas de leitura ,e isso deve ser vivenciado ao longo dos anos .Afirma também que os textos orais tem importante papel na socialização e com o tempo passa a ser para as crianças maiores ,fonte de informação sobre grafia das palavras.
Aborda também que ler para uma criançaé um ato de generosidade e de responsabilidade do professor ,pois assegura a criança o direito de ingressar no universo letrado , e amplia seu repertório de histórias ,para que a criança tenha contato com diferentes tipos de textos .
No entanto essa experiência deve ser contínua ,organizada e intencional considerando todas as possibilidades de aprendizagens "antes,durante e depois da leitura do professor ."


JUSTIFICATIVA

A leitura e a escrita são hoje um dos maiores desafios,visto que quando estimulada de forma criativa,possibilita a redescoberta do prazer de ler e ouvir histórias,a utilização da escrita em contextos sociais e a inserção da criança no mundo letrado.Pensando nesse contexto,o Projeto " Ler,Sonhar e Aprender"torna se necessário e viável,pois pretende fomentar a leitura,a interpretação e a produção por meio da leitura de histórias.Com uma proposta de trabalho interdisciplinar com as literaturas infantil e infanto-juvenil,o projeto busca incentivar o hábito da leitura e fazer o resgate da história através de produções artísticas.

OBJETIVO GERAL

Estimular o prazer pela leitura,considerando a interdisciplinaridade e a atuação de todas as crianças nesse processo.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Ampliar o repertório de histórias conhecidas;
Familiarizar- se com as histórias;
Construir o hábito de ouvir histórias e sentir prazer nas situações que envolvem leitura;
Aproximar- se do universo escrito e dos portadores de escrita (livros e revistas),manuseando- os adequadamente e  apreciando a beleza das imagens;
Relacionar textos com ilustrações,manifestando sentimentos,experiências,ideias e opiniões,definindo preferências e construindo critérios próprios para selecionar o que lerão;
Vivenciar situaões de leitura compartilhada e uso do cantinhode leitura da sala;
Contar e recontar histórias conhecidas;
Assistir a exibição de DVD e vídeos de histórias e contos de diversos gêneros;
Escutar histórias fonadas,lidas ou contadas pelos professores e colegas;
Montar listas com os nomes das histórias e/ou nomes de personagens das histórias lidas;
Participar de rodas de leitura envolvendo conto e reconto;
Ilustrar (com desenhos) histórias lidas;
Confeccionar dobraduras de personagens das histórias trabalhadas.






ESTRATÉGIAS

Identificar as diferentes histórias contadas e seus personagens;
Pintura,modelagem,recorte e colagem com diversos materiais;
Historinhas tradicionais e outras;
Desenho livre e dirigido;
Música das histórias;
Conversa informal,diálogo e questionamento oral através das historinhas,cartazes,figuras e relatos sobre o assunto;
História em sequência;

Dramatização das historinhas (teatrinho);
Fantoches e dedoches;
Confecção da história dos "Três Porquinhos";
Vídeos:"Os três porquinhos" e" Rapunzel";
Dobradura da história:" A galinha dos ovos de ouro";
Desenho com interferência da história da" Dona Joaninha";

Produção de um painel da história "Festa no Céu",utilizando diferentes técnicas.




A FESTA NO CÉU



Professoras Michele e Cássia.




sexta-feira, 13 de abril de 2012

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Adaptação e alimentação no CEI

MINI GRUPO II C

"Na educação infantil, o professor é um provedor de alimentos e colaborador ativo na construção de bons hábitos alimentares e de higiene. Cabe ao educador ajudar a criança a reconhecer suas necessidades, identificar suas preferências alimentares, conduzi-las de forma prazerosa para a conquista da autonomia, estimulando-a em suas iniciativas de comer sozinha e trazendo para o âmbito da escola, práticas sociais reais de qualidade".
                                                                                                                                 Elza Corsi

O momento de alimentação no CEI é um ótimo espaço para o exercício do cuidado, sendo uma prática contruída e aprendida no cotidiano, a partir das ações do professor enquanto modelo e referência para suas crianças. Cabe ao professor organizar o espaço, os materiais, oferecer elogios quando a criança toma iniciativas, reconhecer e explicitar que ela é capaz, propor desafios possíveis e construir uma rotina que previlegie o fazer.
Paulo
Beatriz
Sendo assim, começamos a refletir desde 2009, um forma de melhorar o momento de alimentação das crianças, levando sempre em consideração que este é um momento de aprendizagem, onde a criança possa aprender regras vigentes da sociedade.

"Os hábitos alimentares e culinários de um povo são a expressão de seu clima, geografia, história, economia, cultura e de seu jeito de perceber o mundo. As práticas alimentares permitem a criança ir construindo paulatinamente sua identidade individual e nacional, firmando-se como sujeito que possui e constrói uma história particular e coletiva".
                                                                                                                                 Elza Corsi

Iniciamos em 2009 proposta de garantir um espaço aconchegante e agradavél, confeccionando toalhas de mesa com a participação das famílias.
Já em 2010 inserimos os guardanapos, pois percebemos que as crianças no momento em que sujavam a boca ao se alimentarem, buscavam algo para limpá-la.
Em 2011 continuamos com olhar voltado a um momento de refeição que favoreça o desenvolvimento da criança estimulando sua autonomia. Portanto iniciamos um trabalho de reorganização do refeitório, de modo a favorecer a locomoção das crianças, para então começarmos com a proposta primeiramente com as crianças do mini grupo II de irem buscar seus pratos e guardá-los depois em seus devidos lugares.
No início de 2012, muitas dúvidas e insegurança, tanto por parte de nós professoras como também das crianças e familiares, pois é um momento de conhecer, estabelecer vínculos e principalmente confiança.
O primeiro passo foi o acolhimento das crianças que já eram do CEI, juntamente com as crianças recém matriculadas. Houve duas semanas de adaptação onde as mães puderam acompanhar a rotina e o trabalho de toda equipe do CEI, fortalecendo a relação de confiança entre a família e as professoras.
O próximo passo foi a adaptação das crianças com a nova rotina e seus desafios, principalmente no momento da refeição, onde as crianças foram estimuladas a pegarem suas refeições, como: o copo de leite no café da manhã, o prato com comida no almoço e se locomoverem até o lugar que escolhiam para sentar. Não percebi problema nenhum ao pegarem suas refeições, mas para levar as canecas e os pratos no lugar destinado ao terminarem, percebi muito medo e insegurança, alguns diziam que não queriam levar.
O aluno Paulo, sempre que eu pedia para que as crianças se organizassem para irmos ao refeitório, perguntava se eu o ajudaria a levar o prato  ou a caneca no devido lugar.




  

Na primeira semana de adaptação observei que as crianças comiam pouco. Algumas  crianças como o Paulo, a Letícia, o Carlos, o Vinícius  e a Isabella pegavam o jantar e logo jogavam fora. Já na semana seguinte, conhecendo melhor as crianças, fiz uma roda de conversa levantando o assunto e comunicando minha tristeza ao ver o desperdício. Fiz questão de demonstrar o quanto ficava triste por não jantarem. Perguntei então o que eles gostavam de comer, e o que não gostavam. Relembramos então a importância de se alimentar e não desperdiçar comida. As crianças acrescentaram que é importante comer para ficar "forte" e "bonito".
Já no jantar pude ver o resultado da conversa.
   









"A construção de um paladar eclético, nas crianças só será possível se a Educação Infantil planejar cuidadosamente as experiências alimentares. As variações das preparações e dos alimentos, a qualidade dos produtos, a apresentação dos pratos de forma agradável e bonita e o estimulo da professora são facilitadores para que a criança enfrente este desafio que é experimentar o desconhecido, o novo". 
                                                                                                                                 Elza Corsi
Professoras Renata e Angela